Quando apresentamos texto sobre a crise
política da LIERJ nos primeiros dias de abril do corrente ressaltamos o receio
do que a disputa de poder na LIERJ atingisse patamares maiores dos
que naquele momento a maioria dos normais tinham conhecimento.
O que ouvira no fim de março, ao
comentar num bate-papo amistoso a notícia sobre as mudanças da LIERJ publicada em
EDITORIAL do site O CARNAVALESCO gerou preocupação. Quando, dias após (05/04/2019)
noticiou-se a ação que foi apresentada em face da LIERJ e tendo como Réus na ação o ex-presidente do Acadêmicos do Sossego (Niterói) e o Presidente
da Unidos do Porto da Pedra (São
Gonçalo) e o que ouvira ocorrera exatamente como previsto e narrado foi
confirmado, a preocupação aumentou posto que também disse-me que havia um iminente e real interesse de parte
desses Dirigentes que da SÉRIE A e das demais (B, C, D e E) em relação ao carnaval da Rua da Conceição e na
eleição que ocorreria no em poucos dias na G.R.E.S.
Acadêmicos do Cubango.
ACESSE O LINK ABAIXO e leia o texto
postado em 06/04/2019:
A LIERJ enfrenta uma grave e
preocupante crise que agora mostra-se clara a disputa de poder entre grupos
criminosos, agora mais ressaltada com a virada de mesa na LIESA.
Durante a semana o periódico mais
importante do país, o jornal O GLOBO publicou – exclusivamente para seus assinantes
– dois duros textos condenando a prática que em EDITORIAL de chamou de carnaval
de compadrio, ressaltando que a cúpula da instituição (LIESA) é dominada pelos
chefões do bicho e que alguns deles já encontram-se condenados em segunda
instância por corrupção. Lê-se ainda:
Esse comportamento errático enfraquece o carnaval do Rio. Em momento de crise, em que as escolas precisam captar recursos, é um tiro no pé. A credibilidade da Liesa já foi rebaixada.Os bicheiros repetem no carnaval, cujo espetáculo controlam com mão de ferro, as fórmulas aplicadas em seus jogos ilegais. No perde-ganha, eles só ganham. E quem perde é o público.
Porém, mais dura ainda foi a
manifestação do jornalista Aloy Jupiara, publicado no dia anterior e também exclusivo
para assinantes.
O jogo do bicho controla e decide o que pode e não pode: os três primeiros presidentes da Liesa foram Castor de Andrade, da Mocidade Independente, Anísio Abraão David, da Beija-Flor, e Capitão Guimarães, da Vila Isabel, condenados, nos anos 90, na corajosa e irrepreensível decisão da juíza Denise Frossard.Pouco depois, Castor morreu e abriu-se uma guerra sangrenta pela sucessão e domínio da jogatina na Zona Oeste e outros territórios. É isso que é o bicho. Não é, como pode parecer, um grupo de santos mecenas da cultura. Anísio e Guimarães, depois de soltos, mostrou o Ministério Público Federal, prosseguiram em suas práticas.
Lembramos que Aloy é co-autor do Livro
“Os porões da contravenção: Jogo do bicho e ditadura militar. A história da
aliança que profissionalizou o crime organizado”, resultado da investigação
entre agentes da repressão e bicheiros, além de descreverem os mecanismos que
levaram a contravenção a dominar o desfile das escolas de samba. A obra é de
co-autoria do também jornalista Chico Otavio.


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Agradecemos a sua participação. Estimule os demais visitantes com perguntas, por exemplo. Participe sempre que puder.