Ouça Lendas E Costumes Da Bahia, samba enredo de 1974 do Bugres do Cubango interpretado por Chico e de autoria de Adad, Adalu, Betinho e Coutinho.
OBJETIVO: Apresentar dados, informações, notícias e propostas, criando espaço de debate sobre rumos definidos pelos gestores dessa importante atividade cultural e econômica. Pretendemos assim colaborar com o crescimento do CARNAVAL em NITERÓI.
2018-06-16
BUGRES DO CUBANGO - 1974
Ouça Lendas E Costumes Da Bahia, samba enredo de 1974 do Bugres do Cubango interpretado por Chico e de autoria de Adad, Adalu, Betinho e Coutinho.
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2018-06-15
2019 – SINOPSE - Unidos do Viradouro
Sinopse do enredo da Viradouro para o Carnaval 2019
“Viraviradouro”.
O tema é desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros e a sinopse conta com a colaboração de Isabel Azevedo, Simone Martins e Ana Paula Trindade.
SINOPSE
Cresci ouvindo as histórias que Vovó me contava desde muito pequeno. Lembro-me bem de uma das últimas noites em que sentei ao seu lado para ouvi-la sem hora para terminar. O tempo parecia não existir, mas a verdade é que ele havia me alcançado e, sem que eu percebesse, toda a fantasia dos tempos de criança se desfez. Até que… naquela noite inesquecível, ela me chamou mais uma vez e, com um olhar misterioso, disse: “Venha… quero lhe mostrar um segredo!”.
De uma pesada gaveta da estante, sacou um antigo volume de capa de couro escura, com o título: VIRAVIRADOURO! O LIVRO SECRETO DOS ENCANTOS. E ordenou: “Preste bem atenção… porque essa é a palavra mágica que transformará nosso conto em encanto. E tudo o que acontecer daqui por diante deve ficar entre nós…”, e soltou uma gargalhada impressionante… Vovó, uma bruxa??? O que se passou a partir daquele momento é o que vamos descobrir agora.
Sentei curioso, ao seu lado, com saudades de ouvi-la contar mais uma das deliciosas aventuras que animaram a minha infância. Vovó começou: “Conhecemos histórias muito antigas, que chegam até nós através de livros e de contadores. Elas guardam mistérios sem fim!”, disse, enquanto abria as páginas do PRIMEIRO CAPÍTULO. E pôs-se a ler, apontando o título: “ENCANTADORES podem realizar desejos impossíveis ou lançar terríveis maldições. O pouco que se sabe sobre eles está oculto em livros muito antigos; habitam um universo enigmático e mágico. Você nunca deve zombar ou duvidar da força que possuem”. E lançou um feitiço:
“Se um Deus quiser, faz a terra tremer… ao gênio da lâmpada, você contará seus desejos; o encanto da fada faz a sorte mudar; cuidado com o diabo e sua maldição; mas é com a bruxa que começa a viração: Viraviradouro vai virar!”.
Essa palavra mágica abre os caminhos por onde entram os ENCANTADORES. Deuses, gênios, fadas madrinhas, demônios e bruxas surgem de todos os cantos e dos contos, para mostrar seus incríveis poderes capazes de provocar grandes transformações. Eles saem do livro e viram aventura na vida, na Avenida.
Vovó sorri, ao perceber minha alegria, e diz: “É com eles que começa toda a magia. Vamos ver o que traz o SEGUNDO CAPÍTULO”. E, virando as páginas mais uma vez, exclama: “Ah, os ENCANTADOS CONTOS DE FADAS! Quanta magia nos encanta desde que somos bem pequenos… Veja que linda moça dançando com seu amado, na noite do Baile Real. Parece uma princesa! Mas logo se quebrará o encanto e ela voltará a ser a pobre órfã entregue aos maus-tratos de sua madrasta. A próxima é a curiosa menina que se aventura no País das Maravilhas: experimentando de tudo, ela se transforma ao longo do caminho e até enfrenta uma rainha má. Quantas mudanças, não?”.
Pegando a folha envelhecida com a ponta dos dedos, Vovó passa mais uma página: “Esse aqui é o bichano esperto, que calça um par de botas para percorrer muitas léguas velozmente. O gatinho engana a todos e, com sua inteligência, conquista riquezas e muda o destino de seu dono”. O rosto de Vovó se ilumina, ao perceber quem está na página seguinte: “Olhe aqui, que belo soldadinho esculpido em chumbo! Lembra? Os brinquedos ganham vida durante a noite, e ele e sua bailarina de papel, enamorados, sofrem com a inveja de um cruel feiticeiro e acabam desaparecendo nas chamas de uma lareira. Tão triste como o castigo da bruxa, que transforma um príncipe arrogante em horrível besta e todos os criados de seu castelo em objetos falantes e encantados, até que ele aprenda a amar e ser amado. Mas o final dessa história é feliz… Eles se apaixonam e o feitiço se desfaz…”.
E continua: “Veja aqui, o TERCEIRO CAPÍTULO é sobre AMALDIÇOADOS e guarda uma perigosa magia. Muitos são os seres mitológicos condenados a viver o destino escolhido pela ira ou por capricho divino. Mais antigos do que a própria história, nobres ou pobres mortais, monstros ou heróis ousaram desafiar os deuses ou desejar mais do que deveriam, assim como o ambicioso rei que conquistou o poder de transformar tudo o que tocasse em ouro e seu maior desejo virou sua maldição. Pobre coitado! Não podia se alimentar, nem abraçar seus entes queridos. Ah, sim… E essa é a habilidosa tecelã transformada em uma aranha, por ousar competir com a deusa das artes do Olimpo. Presa a sua teia, ela passou a fiar seus lindos e perfeitos bordados, cada vez mais e mais…”.
O que mais está escrito no VIRAVIRADOURO? “Quem pode nos dizer é Merlin, mestre na arte da magia. O poderoso mago conhece como ninguém os mistérios da vida e da morte, dos homens e dos deuses. Dizem que Merlin ajudou a escrever esse livro”, confessa Vovó, sussurrando em meus ouvidos. Será? A magia está no ar…
“Muito cuidado agora! Feche os olhos, não olhe diretamente para ela! Fuja do terrível encanto, para não virar pedra. Essa bela sacerdotisa foi transformada, pela deusa do seu templo, em um dos mais temidos monstros da mitologia grega, após ter sido seduzida pelo deus do mar.”
Então, Vovó me pergunta, desafiando minha curiosidade: “Você conhece o navio fantasma holandês, que causa medo aos navegantes há séculos? Essa é mais uma das terríveis maldições que atormentam os sete mares. Assustadores piratas são condenados a vagar pela eternidade, em busca de liberdade, por terem desafiado a vontade dos deuses”. Lembro-me de ter visto essa assombração num filme, aliás, como muitas outras histórias. Os fantasmas pareciam tão reais na tela do cinema! Vovó sorri novamente: “Todos metem muito medo”, diz enquanto espera a legião de seres do mal, que evoca ao virar mais uma página do livro.
A noite avança e já é madrugada quando chegamos ao QUARTO CAPÍTULO: CRIATURAS DA NOITE. Está escrito: “São os filhos da escuridão que vagam pela terra ou se escondem debaixo dela, criaturas que espreitam as sombras ou caminham famintas sob a luz da Lua; por ambição, vingança ou pacto com o demônio, perderam a paz e seguem penando para todo o sempre”.
Vovó continua a leitura: “O sarcófago range e a amaldiçoada múmia do antigo Egito acorda de seu sono eterno; a Lua cheia desperta a ira do lobisomem, que andava quieto, metido no corpo de um pobre coitado; e os vampiros vagam à procura do sangue de suas vítimas inocentes, que em pouco tempo se transformam para aumentar essa legião de mortos-vivos famintos!”. Diante de toda maldade do mundo, quis saber se existiam encantos para derrotar o medo. “Existem homens corajosos que lutam contra todo tipo de crueldade. Esse lendário caçador de monstros é um deles. Já ouviu alguma de suas extraordinárias aventuras? E existem tantos outros que não acreditam que o mal possa dominar o mundo. Alguns são tão fortes que entregam a alma ao diabo, porém usam seus poderes contra ele ao longo de muitos séculos e gerações! Sim, as assombrações também se renovam. Veja, esse é um dos meus favoritos! Quando o conheci, ele andava a cavalo”, disse, rindo, enquanto me mostrava a caveira incandescente. “Hoje só anda de motocicleta, hehe…”.
E a noite avança veloz, carregando nosso maior pesadelo… Será o fim? Não vamos voltar a sonhar? Vovó me abraça e sussurra: “Não podemos quebrar o encanto e deixar o mal dominar. Ele pode nos destruir e, então, tudo se acabará! A cada dia, perdemos nossa capacidade de acreditar na fantasia… Esquecemos como é bom ser criança e brincar com a imaginação!”.
Ao abrir o ÚLTIMO CAPÍTULO do livro de magia, Vovó me diz: “Observe o pássaro mitológico, símbolo da renovação, que sempre ressurge das cinzas, de onde nada mais parece existir. Consegue perceber que, assim como ele, a vida renasce em todos os seres da floresta encantada? Se você acreditar, poderá vê-los de novo!”. E lá estão eles e elas! Inquietos gnomos, agitadas fadas, elfos incansáveis que dominam a água, o ar, a terra e o fogo; surgem para reinventar a vida, renovar nossas forças e nossos sonhos.
Ah, então, Viraviradouro é a magia de quem só quer alegria para a vida virar! Divertir quem gosta de histórias, brincar com a memória e nos transformar. Queimar a semente do mal e renascer das cinzas, se não for por toda a vida, que seja na Avenida, numa noite de Carnaval! E Vovó me revela:
“Essa é a última página do Livro de Encantos de mais uma história sem fim. Invente a sua, acredite e seja feliz! Viraviradouro vai virar!”.
Isabel Azevedo | Simone Martins | Ana Paula Trindade | Paulo Barros
2018-06-14
2018-06-12
A SAMBÓPOLIS DE 1982 – parte II
NOSSO
SAMBÓDROMO
Niterói foi o primeiro município do
Estado a planejar um local específico aos desfiles das escolas de samba, anos
antes do Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no centro do Rio. Construído em
estrutura de ferro, o projeto foi adaptado para levar o Carnaval, que acontecia
na principal rua do Centro, a Avenida Amaral Peixoto, para área próxima ao
Terminal Norte,onde hoje é conhecido como “Caminho Niemeyer” e não agradava os
sambistas da época.
Em 1983 Sambópolis tinha capacidade
para abrigar até 10 mil foliões e dividido em oito módulos.
Atualmente Escolas de Samba e Blocos
Carnavalescos utilizam a Rua da Conceição, também no Centro, para suas
apresentações em dois dias.
Dessa forma, em determinado momento Niterói
chegou até mesmo a possuir mais de um lugar destinado aos desfiles na cidade:
1.
SAMBÓPOLIS, para desfile disputados entre
Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos;
2.
AMARAL PEIXOTO, para Blocos de Enredo, Embalo e de
arrastão;
Leia a Segunda parte do texto
A SAMBÓPOLIS DE 1982.
A SAMBÓPOLIS DE 1982 – parte II
LP DOS SAMBAS-ENREDO DE 1982
Na obra “Antigamente é que era bom” que nos
referimos na Introdução constante na primeira parte do texto descreve a importância
do lançamento do LP para a divulgação do carnaval e o clima na cidade naquele
ano de 1982(p.230):
“O
carnaval naquele ano não foi menos que espetacular, com grande público nas
arquibancadas do Sambópolis, onde desfilaram os blocos no sábado e do Grupo 1
na segunda de carnaval. As bandas desfilaram na avenida Amaral Peixoto no
sábado de carnaval e o segundo grupo no domingo. Niterói respirava
samba-enredo. A Enitur queria consolidar os festejos como os melhores de todos
os tempos (...) a Empresa Niteroiense de Turismo e a Associação das Escolas de
Samba e Blocos Carnavalescos de Niterói lançaram um álbum fonográfico com todos
os sambas-enredo das agremiações, que fez sucesso nas rádios da cidade e do
Brasil como um todo.”
Após o sucesso do lançamento do LP dos
sambas-enredos de 1979, a população ficou frustrada com a ausência de tal
iniciativa em 1980. Em 1981 voltou a ser lançado LP com sambas enredo das
Agremiações. Porém, quando lançou o LP para os desfiles de 1982 que ocorreriam
na SAMBÓPOLIS, nem mesmo a ENITUR (atual NELTUR) tinha ideia do sucesso que
faria.
Na edição daquele ano foram 12 as
Escolas de Samba contempladas, sendo as mesmas:
LADO A
G.R.E.S.
Unidos Do Viradouro
G.R.E.S.
Corações Unidos
G.R.E.S.
Combinados do Amor
G.R.E.S.
Acadêmicos Do Sossego
G.R.E.S.
Moc.Ind. do Bairro Almerinda
G.R.E.S.
Império Gonçalense
LADO B
G.R.E.S.
Acadêmicos do Cubango
G.R.E.S.
Souza Soares
G.R.E.S.
Caçadores da Vila
G.R.E.S.
União da Ilha da Conceição
BLOCO
Camisolão
G.R.E.S.
Bugres do Cubango
GRUPO PRINCIPAL – DESFILE DE SEGUNDA-FEIRA
Abriu a noite do Grupo Principal de
Escolas de Samba naquele 22/02/1982 o G.R.E.S.
União da Ilha da Conceição com ”Da História Para A Avenida O Colorido
Vivo De Debret”, desenvolvido pelo carnavalesco João
Carlos Cunha(Carlinhos). Com 1500 componentes e um animado samba-enredo
composto por Reginaldo, Artur e Jorge, interpretado por Jorginho, já deixava
claro que a disputa seria acirrada e as apresentações grandiosas.
Segui-se
o G.R.E.S. Acadêmicos Do Sossego
que trouxe “Pindorama, o país do futuro”, enredo desenvolvido por Tânia e Marcos Madeira inspirada na obra do escritor,
ensaísta e dramaturgo Oswald de Andrade, um dos promotores da Semana de Arte
Moderna de 1922 e que também serviu de inspiração ao movimento Tropicalista.
O samba-enredo foi composto e interpretado pelo
saudoso Odir Sereno. A letra era a seguinte:
N'um clima de intensa alegria
No calor desses três dias
Vamos apresentar
Ave de costumes brasileiros
Que o povão com muito orgulho
Faz questão de preservar
O dourado sol
Prateado do luar
Flores lindas perfumadas
A desabrochar
E a passarada toda a cantar
Era tão bonito que saudade dá
Ao chegar aqui o estrangeiro
A população inteira
Não podia imaginar
Que a sua intenção era uma só
Fazer suas maneira
A nossa gente adaptar
Com personalidade superamos
E isso muito nos favoreceu
Mostramos que com força de
vontade
O Pindorama então se reergueu (se
reergueu)
Somos uma nova geração
De um povo muito forte e seguro
Que mostrou ao estrangeiro
Que o Pindorama
É o país do futuro!
Canta negro, canta índio
Bate na colher de pau
Faz resposta tumbadora
Porque hoje é Carnaval
Canta negro, canta índio
Bate na colher de pau
Vestido de azul e branco
É Sossego colossal!
Terceira Escola de Samba a se
apresentar, o G.R.E.S. Caçadores da
Vila trouxe o enredo “Do Berço Dos Imigrantes Ao Templo Dos Deuses” de
Maurício Sobral. A Escola não foi bem e obteve a sexta colocação.
“Ai Que Saudades Da Amélia” foi o
enredo de Floriano de Carvalho que deu a quinta colocação ao G.R.E.S. Combinados do Amor. O
samba-enredo é de Maurinho, Chiquinho Melodia e Timbó, também Puxador do samba.
O enredo “Tá Tudo Bem? Sei Lá… Vamos A
Luta Que A Vida é Curta”
desenvolvido
por José de Souza para o G.R.E.S. Souza Soares tratou das contradições que até hoje
se fazem presentes no país. Falava das riquezas de nossa terra e a Souza
“sorria, para não chorar”. Abordava o atual tema do desemprego e do trabalho
informal, listando as dificuldades do trabalhador, que ao despertar do relógio,
muito embora acordado por seu amor não podia se atrasar pois “outro batente não
é fácil arranjar”.
Mas a Souza Soares cantou com vontade o
samba de GELSON,
compositor de inúmeros sambas de sucesso que junto com Bernardo e o puxador
Beto compuseram. A quinta Escola de
Samba a se apresentar obteve a quarta colocação e na canção se destacava a
parte onde cantava-se:
“Vamos a luta
que a vida é curta
e não se pode esmorecer
oh, Meu bem
vem cantar ao meu
lado
vamos sambando
pra tristeza esquecer
corre corre prá lá
corre corre prá cá
tá tudo bem
sei lá, sei lá”
O magistral e renomado carnavalesco Alexandre
Louzada conseguiu a segunda colocação para o G.R.E.S. Corações Unidos com o enredo “De Lá Pra Cá O
Carnaval Continua”. O samba é de autoria de Edinho, Aroldo e José Carlos
Ornellas, que foi o Puxador do samba-enredo de sua co-autoria.
G.R.E.S.
Acadêmicos do Cubango, com “Olimpo De Olimpia” teve o samba enredo
composto por Serginho da Cubango, Anilson Leão e Carlinhos Japona, que puxou o
samba. O enredo de Luiz Fernandes e Ricardo Aquino deu a terceira colocação a
Agremiação.
Última a se apresentar. o G.R.E.S. Unidos Do Viradouro
conseguiu o 1º
Lugar com o enredo de Augusto Henrique Alves, “Motou Muido Kitoko”. O samba-enredo composto por por Vanildo e Augusto
H. Alves foi puxado por Silvinho do Pandeiro. Fechou-se o Desfile cantando:
Vestiram a avenida de alegria
Antes de raiar o dia
Dando um show de visual
Viradouro vem completar a beleza
Desse nosso carnaval
Mutou Muido Kitoko
Nesta história genial
Do negro sensacional
Iererê, iererê
Na magia do samba negro vem saber
(bis)
Vindo da África distante
Através dos mares
O negro aqui chegou
Ecoando o canto de nobreza
Que a nossa música influenciou
Na arte e na cultura
Na ciência e na literatura
Podemos sentir no ar
A contribuição que o negro dá
Negro tem a cor mais linda que a
noite
As estrelas como esplendor
A lua como seu amor (bis)
Em breve:
1983 – O ÚLTIMO ANO DA SAMBÓPOLIS
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