OBJETIVO: Apresentar dados, informações, notícias e propostas, criando espaço de debate sobre rumos definidos pelos gestores dessa importante atividade cultural e econômica. Pretendemos assim colaborar com o crescimento do CARNAVAL em NITERÓI.
2016-07-31
CADEIA PRODUTIVA DO CARNAVAL - Trechos selecionados 02
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2016-07-30
CADEIA PRODUTIVA DO CARNAVAL - Trechos selecionados 04
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2016-07-29
2016-07-28
Dever de casa - Texto de R.Morgado
Esse papo de "retorno dos desfiles de carnaval para a a Avenida Amaral Peixoto" é uma das piores coisas que pode haver para o crescimento do carnaval da cidade de Niterói.
Como diz Montaigne:
Pode-se ter saudade dos tempos bons, mas não se deve fugir do presente
A Quem beneficia tal manobra, não sei; mas tenho certeza de que as Agremiações Carnavalescas da cidade é que, além de não serem beneficiadas, serão prejudicadas em suas demandas e evolução.
Esse saudosismo hipócrita é perverso com a economia do carnaval e toda a sua cadeia produtiva. A NELTUR não deve se deixar enganar pela intenção da U.E.S.B.C.N. que nem mesmo reflete os anseios da maioria de seus afiliados, cientes de que existem urgências e pendências mais relevantes a serem resolvidas e tratadas.
Chamei atenção da Liga Municipal quando prometeu aos seus afiliados material de divulgação para o carnaval de 2016.
Em postagem intitulada Cuidados indispensáveis a serem tomados pela U.E.S.B.C.N. (publicado originariamente em 23/01/16 e repostado em 29/02/16) mostrei que, diferentemente da NELTUR, era com desleixo que produzia o material de divulgação dos desfiles e pedia ainda um tratamento isonômico para as Agremiações.
Naquele momento, acreditava-se que a Liga fosse capaz de lançar CD com sambas enredo do carnaval e todos ajustaram prazos, apresentaram o material necessário nas datas definidas e a União nem mesmo apresentou CD com os samba-enredo do carnaval de 2016. Em 2015 foi a mesma coisa!!
A U.E.S.B.C.N. não tem feito o básico, o seu "dever de casa" e pretende com NOVAS visitas e "vistorias" da Avenida Amaral Peixoto mostrar-se atuante?
Essa é uma velha tática. Não acredita? 5 anos atrás, exatamente no início de AGOSTO DE 2011 o BLOG Cadência da Bateria noticiava a mesma situação. Basta acessar e conferir.
Postagens como A tão sonhada volta dos desfiles carnavalescos de Niterói à Avenida Amaral Peixoto pode se concretizar em 2012 e coisas do gênero não me empolgam mais. (http://nacadencialink1.blogspot.com.br/2011/07/uesbcn-propoe-criacao-de-arena.html )
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2016-07-23
AUTORES e ATORES NA PREPARAÇÃO DE UM DESFILE - Texto R.Morgado
O TRABALHO NA ESCOLA DE SAMBA E AS FUNÇÕES DE CADA UM
Comentários sobre a atualidade um texto com mais de 15 anos
No sábado último (16/07/16) ao apresentar indicação bibliográfica a sua turma, ressaltou um professor na Pós-Graduação em Figurino e Carnaval: “Ninguém deveria terminar esse curso sem ler este livro!”.
Referia-se ao Livro Desfile na Avenida, trabalho na escola de samba, de Leila Maria da Silva Blass.
Concordo com o Professor Jardel Augusto Lemos, que além de Coreógrafo responsável pela Comissão de Frente da Acadêmicos do Sossego é Mestre em Educação, Cultura e Comunicação/UERJ, Bacharel em Dança/UFRJ e Coordenador da Pós-Graduação Lato Sensu em Estudos Contemporâneos em Teatro e Dança/ UVA - RJ.
O Livro de Blass ressalta a todo instante que “a produção artística de um desfile de Carnaval requer uma multiplicidade e pluralidade de saberes e de fazeres artísticos que pressupõe, como sugere De Certeau (1994), uma arte no seu fazer. Ou seja, “um saber fazer ou dizer”, que pode ser decodificado por outros, apresentando a produção e o desfile de carnaval sempre um caráter coletivo, embora a criação seja, muitas vezes, individual como, por exemplo, a proposta de um enredo que pode ser elaborada por um carnavalesco.” (p.102)
Conforme disseram vários entrevistados naquele estudo, onde constam entrevistas realizadas com carnavalescos do Rio e de São Paulo, entre eles Rosa Magalhães e Joãozinho Trinta, demonstram a necessidade de um carnavalesco se cercar de excelentes profissionais para que possam promover a construção de um enredo.
“Acertado o contrato de trabalho com uma escola de samba”, um carnavalesco pode ou não sugerir um assunto para enredo”, no que passa a listar os temas mais comuns apresentados pelas Escolas de Samba para ao final frisar que “nessa questão, um carnavalesco, ao imaginar um enredo, busca, ao mesmo tempo, as imagens que o permitam narrar esse enredo por meio de códigos verbais e não verbais. Para tanto, escolhe, seleciona certos símbolos que, codificados, possam ser decodificados por quem faz ou assiste às apresentações. A produção artística implica a decomposição de uma narrativa em símbolos a fim de que outros possam ler essa narrativa. E, ao fazê-lo, recompor essa narrativa e decifrar a mensagem de um enredo.
Um carnavalesco destaca, por isso, partes ou “pedaços” de um enredo que devem compor a letra de um samba-enredo e devem ser contemplados na cadência de uma bateria. Certas partes de um samba-enredo se relacionam com as esculturas e com as alegorias, adereços e fantasias. A musicalidade da bateria, além de caracterizar uma escola de samba, dá expressividade ao tamanho, volume e cores das esculturas nas alegorias e dos adereços nas fantasias, seja as das alas de evolução, seja dos destaques”.(p.98-99)
Ressalta ainda a autora que “As atribuições de um carnavalesco podem abranger, desde a concepção plástico-visual das fantasias de alas e das alegorias; a confecção dos protótipos das fantasias de alas com a seleção do material, cores, formas e tamanho dos adereços, além das fantasias dos destaques das alegorias e dos componentes que recebem as suas fantasias da escola de samba, até a produção das alegorias no barracão em todas as fases, tendo ou não a colaboração dos dirigentes de uma agremiação carnavalesca.”(p.101)
É nesse momento que a Agremiação deve aproveitar-se das aptidões pessoais de sua equipe de colaboradores. Além dos profissionais que atuam como contratados, muitos apresentam-se como voluntários para tarefas específicas, como divulgação eletrônica, redação de informes para imprensa, entre outros. A necessidade de compreensão de determinadas técnicas que envolvem a produção de um desfile, bem como sua divulgação, são essenciais.
Blass identifica através de entrevistas e depoimentos que muitos entrevistados declararam que não desenham, nem pintam os croquis das alegorias e das fantasias, contando com profissionais que os apoiam nessa tarefa. Sobre a equipe que os cerca, destaca que “Um carnavalesco pode indicar, ou mesmo escolher, por exemplo, a equipe de escultores, carpinteiros, soldadores, decoradores, técnicos de iluminação ou de efeitos etc para confecção dos carros alegóricos e das equipes de artesãos e de outros profissionais que estão no barracão. O critério decisivo para recrutamento dessas equipes é a experiência com a produção de um desfile de carnaval. Nesse sentido, comentou certa vez uma participante da comissão de carnaval, referindo-se às dificuldades que estava enfrentando nos contratos das equipes de ferragem, solda e carpintaria na cidade de São Paulo, “quem trabalha com portão ou armário, mesmo que seja muito bom, não me interessa. Eles não sabem transformar um desenho em cenário porque tem a pesquisa do material, o tipo de solda, espessura dos ferros a ser usados, o modo de ajustar as partes...” (p.102)
Faz-se necessário esclarecer que os depoimentos foram colhidos no final dos anos 90 e no início desse milênio e, assim sendo, não representam a realidade que hoje pode ser percebida no carnaval paulista, mas nem por isso a obra é menos atual. Identificamos um aspecto que é vivenciado por inúmeras Escolas de Samba em Niterói nesse exato momento, quando se definem as equipes de trabalho e o próprio enredo. Isso porque “Um carnavalesco executa, sem duvida, múltiplas tarefas, desde o gerenciamento das atividades no barracão na construção das alegorias, o acompanhamento dos processos de trabalho nas oficinas onde são confeccionadas as fantasias e comparece aos encontros semanais na quadra, ate o término de um desfile no Sambódromo (BLASS, p.112)”
Continua BLASS sobre o comprometimento da equipe que cerca o carnavalesco e o entrosamento necessário. Discute a questão autoral nos seguintes termos:
A dimensão social da produção artística de um desfile provoca uma indagação em tomo da sua autoria. Se a criação de um enredo viabiliza-se no carnaval, através das atividades de outros profissionais, quem seria o autor do projeto de um desfile de carnaval? Em outras palavras, quem arca com a responsabilidade no interior de uma escola de samba, quando as imagens sonhadas por um carnavalesco para narrar um determinado enredo não encontram expressividade nas fantasias e alegorias confeccionadas e apresentadas em um desfile de carnaval? Quer dizer, se não forem feitas conforme as sugestões do carnavalesco ou ditadas por sua imaginação?
Essas questões remetem para os mecanismos de controle no mercado de emprego do carnaval que são exercidos através de um saber fazer que se comprova na execução prática e na solução dos problemas surgidos no dia-a-dia dos preparativos e mesmo no decorrer de um desfile de carnaval. Cada ação e decisão tomadas por um carnavalesco são ponderadas as consequências e os seus efeitos para o desempenho da escola de samba no concurso anual de Carnaval realizado no sambódromo. Os mesmos critérios perpassam a avaliação dos profissionais envolvidos nessa produção, inclusive, o carnavalesco. (p.103)
Nem tudo são flores nesse período em que se realizam os preparativos para composição da equipe, no que ressalta que:
“As relações entre carnavalesco e as equipes contratadas tornam-se, muitas vezes, tensas e podem influir nas contratações para outro carnaval. Carnavalesco e equipes de artesãos escolhem as escolas de samba com as quais gostariam de trabalhar, mas nem sempre isso acontece. As contratações também dependem das relações de poder que se configuram no interior das escolas de samba. Alguns carnavalescos são, às vezes, identificados com certas agremiações carnavalescas porque permanecem nelas durante anos como, por exemplo, Joãosinho Trinta e a Beija-Flor de Nilópolis. Outros, ao contrário, circulam entre Rio de Janeiro e São Paulo; e entre as escolas de samba que pertencem ao grupo Especial ou ao grupo de Acesso. Essa possibilidade é mais rara porque a transferência e circulação entre escolas de samba têm consequências sobre os rendimentos, prestígio social e reconhecimento do saber fazer de um carnavalesco”. (p.104-105)
Os conflitos e a tensão que acompanham a produção artística dos desfiles expressam também ajustes importantes a serem feitos devido ao caráter coletivo da produção dos desfiles de carnaval na qual se envolve toda a escola de samba e a criação do enredo imaginado pelo carnavalesco ou por uma Comissão de Carnaval, como optam algumas Agremiações
“O funcionamento cotidiano de uma escola de samba está ainda marcado por conflitos e confrontos que envolvem dirigentes e seus assessores; chefes de alas e a comissão de carnaval; o carnavalesco e o Presidente da escola de samba; carnavalesco e os profissionais de carnaval”. Continua, afirmando que “a formação profissional é, basicamente, prática e desenrola-se no barracão e nas oficinas, através da transmissão oral de um conjunto de informações e conhecimentos relativos ao fazer carnaval. Para tanto, as relações com os mais experientes que podem ser os próprios familiares, parentes ou vizinhos são fundamentais. Revela-se, assim, a dimensão pedagógica das escolas de samba como acontece, há anos, na cidade do Rio de Janeiro e cidades vizinhas.”(p.106)
O texto destaca que em todos lugares e em todos momentos transparece a dimensão coletiva do trabalho e do emprego na construção de um desfile de carnaval. Exemplifica que a saída dos carros alegóricos do barracão em direção ao local de apresentação é coordenada pelos membros da Harmonia, sob os olhares atentos do carnavalesco e das equipes de artesãos e profissionais. É assim até hoje, seja este local de apresentação o Sambódromo do Rio de Janeiro ou a Rua da Conceição, em nossa cidade.
Dessa forma, quanto a autoria de um desfile, entendemos que quanto mais humildes forem os envolvidos nesse processo, melhor e mais tranquila será a realização do desfile, afinal, ninguém dentro de uma Escola de Samba é mais ou menos importante.
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2016-07-22
2016-07-15
TROFÉU RADAR - JUSTA HOMENAGEM A LUIZ EUGÊNIO
Luiz Eugênio em uma de suas primeiras postagens no único veículo de comunicação que conta desde o início o processo de revitalização da cidade de Niterói lembra que Jorge Amado encantou-se com o carnaval da cidade e disse até mesmo ser este o segundo melhor carnaval do país. Esclarece o jornalista que, como se uma ironia do destino, o segundo melhor carnaval do país passou então a ser o da terra do escritor.
O processo o processo de revitalização dessa manifestação na cidade deu-se em 2004. Em 2008 criou o BLOG Cadência da Bateria e afirmava que tivera “provas suficientes do potencial da cidade e de seu povo em transformarem o carnaval de Niterói”. (http://nacadencia.blogspot.com.br/2008/02/volta-do-segundo-carnaval-do-pas.html)
Na primeira postagem do BLOG, em fevereiro de 2008, o jornalista, ainda estudante de comunicação, declarava:
“o Na Cadência da Bateria é um projeto de comunicação, que tem a pretensão de elevar cada vez mais a bandeira do carnaval em todo Estado do Rio de Janeiro, fortalecendo suas agremiações e suas comunidades, independente do grupo ou praças em que desfilem.”
Só agora, depois de 8 anos de existência, uma premiação "grande" reconhece Luiz Eugênio como o profissional de comunicação mais importante para o carnaval da cidade. Agremiações como a Folia do Viradouro, o Grupo dos XV, entre outras, já haviam homenageado esse brilhante profissional. No domingo dia 17/07/16 receberá ainda outra justa homenagem, recebendo o Troféu Radar.
Só isso não basta.
Em 09 março de 2016, exatamente um mês após o carnaval, o BLOG teve apenas 29 postagens. Cerca de 10% do que em 2014 e muito menos do que em 2011/12, quando ainda via potencial na atividade.
Verificando o desinteresse gradual do jornalista em cobrir o carnaval da cidade em momento no qual havia de forma definitiva tornar-me profissionalmente membro da cadeia produtiva do carnaval ,procurei-o, vez que há muito nutrimos fraterna amizade.
Foi em nosso encontro de 22 de julho de 2015 que disse o quanto acreditava no carnaval como atividade econômica e salientei, como faço a qualquer interlocutor interessado no assunto, que o BLOG Cadência da Bateria é e continuava sendo o ÚNICO veículo confiável e atualizado sobre o carnaval da cidade e que deveria mantê-lo, retornando a atividade na proporção que já fizera.
Encontrei meu amigo desiludido com os rumos do carnaval e com dirigentes de Agremiações. A atividade não conseguira, e nem mesmo em algum momento tentara, desvincular-se da atividade política local.
Voltamos a nos reunir em novembro daquele ano, mas meus apelos não foram suficientes para estimulá-lo a voltar “a todo vapor” para a cobertura do carnaval, em especial os desfiles. Outros fatores também influenciaram na decisão de afastar-se dessa incumbência. Postei no primeiro dia de fevereiro do corrente a informação confirmada que a Cadência da Bateria não participaria da edição de 2016 do desfile das Escolas de Samba de Niterói.
Assim, a AGENDA DE EVENTOS DAS AGREMIAÇÕES não foi divulgada e isso p´rejudicou e muito as Escolas e Blocos. Sempre fora ele, através do Cadência da Bateria que promovia os eventos divulgando as datas e locais onde seriam realizados. Todos os membros da U.E.S.B.C.N. e sambistas em geral notaram que houve, nessa edição do desfile, um grande “buraco”.
Esse buraco foi a ausência da cobertura de Luiz Eugênio e sua Equipe.
A ausência de transparência incomoda os que desejam de forma efetiva a revitalização da atividade. Como exemplo cito quando impediram o jornalista de participar de algumas reuniões e atividades necessárias para a cobertura do desfile das Escolas de Samba e, mais ainda, lhe tomaram sem anuência ideias para com elas proporcionar aos “amigos do poder” formas de obter verbas públicas.
Isso bastava. Isso desanimava. Isso era o suficiente.
Assim, como disse no decorrer dessas poucas, depois desse tempo todo, depois de todo o esforço que fez no intuito de promover a atividade carnavalesca na cidade, um prêmio não basta.
A Cadência da Bateria já promoveu uma edição deste tipo de evento. Foi o melhor que já houve na cidade, em setembro de 2014.
O reconhecimento tardio da importância desse profissional e de sua página eletrônica não serão suficientes para que retome, como antes, a cobertura isenta e confiável que anteriormente fazia. De seu bolso sai o valor do combustível para visitar, como fazia, 3 a 5 agremiações por noite. Só isso já basta. Mas e o tempo gasto na redação dos textos? Na compilação das informações; os telefonemas necessários...
Luiz Eugênio merece muito mais.
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Personalidade
MERITOCRACIA no carnaval em Niterói
Não faz uma semana que conversei com o carnavalesco campeão de 2016 da Série B do carnaval carioca por uma rede social.
O título que obteve para a Acadêmicos do Sossego garante a Agremiação vaga na categoria superior no carnaval de 2017, podendo assim junto com as demais “embaixadoras” da cidade, desfilar no Sambódromo na Série A(antigo grupo de acesso). A categoria é a que antecede o Grupo Especial de Escolas de Samba do Rio de Janeiro e seu campeão passa a desfilar com as “grandes” no domingo e segunda-feira.
Eu me mostrei surpreso com a retirada feita pela nova direção da Sossego, agremiação que a partir de então contaria com meu efetivo apoio no sentido de implementar o critério da MERITOCRACIA para divisão dos valores repassados pela Prefeitura Municipal de Niterói as Escolas que participam de desfiles fora do município e, por isso, receberam a denominação de “Embaixadoras de Niterói”.
A fórmula que pretendia divulgar e discutir é bastante simples:
TODAS as “embaixadoras” estão no carnaval de 2017 no MESMO GRUPO;
As agremiações recebem VALORES MUITO DESIGUAIS;
Com base nos valores publicados no DO do Município para o carnaval de 2016 seria feita a PARTILHA EQUINÂNIME do resultado, que é divisão por três da soma dos valores entregues a Unidos do Viradouro, a Acadêmicos do Cubango e a Acadêmicos do Sossego;
Com base no resultado da SÉRIE A no desfile de 2017, poder-se-ia então ser criada uma divisão diferente dos valores, a partir da colocação de cada uma.
MERITOCRACIA no carnaval é isto; dar mais para quem fez melhor, quem utilizou a verba pública de maneira adequada e racional, fazendo valer o dinheiro do contribuinte.
Os extratos publicados no D.O. em 21/01/2016 informavam as seguintes quantias:
agremiação
|
extrato
|
valor
|
D.O. data
|
CUBANGO
|
10/2016
|
R$ 400.000,00
|
21/01/2016
|
VIRADOURO
|
11/2016
|
R$ 750.000,00
|
21/01/2016
|
SOSSEGO
|
12/2016
|
R$ 180.000,00
|
21/01/2016
|
TOTAL
|
R$ 1.330.000,00
|
Dessa forma, ao dividirmos o total por 3, vez que atualmente em igual categoria, teríamos cerca de R$434.000,00 para cada uma delas.
Lembremos que a Acadêmicos do Sossego não possui carros alegóricos dos tamanhos exigidos para o desfile que irá participar, tendo então de adquirei-los, ao passo que as outras duas possuem este material.
Parece fácil, não é mesmo? Como dois mais dois são quatro.
Mas os interesses ligados a esta tornam essa equação uma das mais complexas a ser resolvida pelo próximo mandatário do Executivo municipal.
Para demonstrar cabalmente a dificuldade da resolução dessa questão basta lembrar que os valores destinados a Unidos do Viradouro para o CARNAVAL DE 2015 somente foram omitidos na publicação oficial de 20/02/15, ou seja, foram divulgados praticamente um ano depois e publicados no D.O. de 16/01/16.
extrato
|
valor
|
D.O. data
| |
VIRADOURO (2015)
|
50/15
|
R$ 450.000,00
|
16/01/2016
|
VIRADOURO (2015)
|
101/15
|
R$ 500.000,00
|
16/01/2016
|
VIRADOURO (2015)
|
143/15
|
R$ 500.000,00
|
16/01/2016
|
VIRADOURO EM 2015
|
R$ 1.450.000,00
|
x
|
Os extratos omitidos demonstram que em 2015 a Unidos do Viradouro recebeu valor superior ao total percebido pelas agremiações “embaixadoras” para o carnaval de 2016.
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