Faz um ano que postei no facebook um desabafo para o amigo e
Presidente da Banda Batistão, Sandro M. de Mello. Naquela noite (29/01/2017) se realizava a
eleição da corte momesca da cidade e o quadro para as Agremiações desfilantes
na Rua da Conceição ainda permanecia incerto.
Fazia questão de frisar que a Agremiação por ele dirigida
era uma das Agremiações que fundaram a única Liga responsável pelos desfiles da
cidade (U.E.S.B.C.N.) e lembrava que das 32 Agremiações constantes como Fundadoras
no Estatuto Social, mais da metade havia deixado de desfilar.
Das fundadoras, 13 apenas restavam e que junto com mais 16 formavam
as 29 Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos que realizavam o desfile oficial
da cidade.
Quando escrevi essa carta-desabafo faltavam apenas 26 dias e
poucas horas para o carnaval de 2017, dizia que estávamos, representantes e
diretores de Agremiações, “esperançosos”, mas ao mesmo tempo angustiado me
mostrava pois incerto era o destino dos 8.400 FOLIÕES (mínimo de foliões de acordo com o Regulamento de 2017) das agremiações
que desfilam na Rua da Conceição.
Lembrava que o carnaval que produzimos e criado e utilizado
por e para gente humilde, oriunda de nossas comunidades e achava que a
municipalidade não se importava com essa gente. “Então, por eles, que se dane”
e fazia uma pergunta retórica: “O que temos? Temos ESPERANÇA, única e
exclusivamente”.
Imagem da postagem realizada em rede social em 29/01/17
Terminava fazendo uma comparação com o município vizinho
onde já se havia decidido pela não realização dos desfiles naquele ano entendia
que aqueles sambistas (São Gonçalo) estavam menos ansiosos do que nós pois ao
menos os governantes não alimentavam a esperança, como em nosso caso.
Sobre a esperança, citava o filósofo CLÓVIS DE BARROS, em vídeo que trata do assunto e onde enfatiza que:
A ESPERANÇA É SEMPRE NA FALTA.
É sempre ANTES. ESPERANÇA É AINDA O QUE NÃO É.
É SEMPRE IGNORÂNCIA, caso contrário, seria CERTEZA.