2017-09-07

As Escolas de Samba Mirins e o vínculo educacional



              O Carnaval mirim inicia sua existência, conforme nos conta REZENDE[1] com o sonho de um visionário em, onde aprenderiam como se desenvolve e a origem das escolas de samba e seus principais personagens e militantes.

              Em 1979, Ano Internacional da Criança, CARECA DO IMPÉRIO SERRANO (Arande Cardoso dos Santos), teve a ideia de fundar uma agremiação carnavalesca formada genuinamente por crianças e jovens. O sonho foi concretizado após quatro anos e contou com o apoio de renomados sambistas como Alcione e Martinho da Vila.

              Estava fundada a Império do Futuro, primeira Escola de Samba Mirim.

              Iniciativas de outros baluartes do carnaval fizeram surgir outras agremiações, tais como: Corações Unidos do CIEP, Mangueira do Amanhã, Herdeiros da Vila, Aprendizes do Salgueiro e Flor do Amanhã.

              A primeira entidade representativa das escolas mirins, a Liga Independente das Escolas de Samba Mirins, LIESM, surgiu em 1988, ano que deu início a inúmeras Agremiações, tais como: Infantes do Lins, Miúda da Cabuçu, Estrelinha da Mocidade, Inocentes da Caprichosos, Ainda Existem Crianças de Vila Kennedy e Planeta Golfinhos da Guanabara, além da extinta Leãozinho de Nova Iguaçu.



              Em 26 de junho de 2002 a Associação das Escolas de Samba Mirins do Rio de Janeiro (AESM-Rio) foi fundada, sendo atualmente a representante as Escolas de Samba Mirins desfilantes na Passarela do Samba. Sua criação deveu-se a um grupo (composto por sete dirigentes de agremiações filiadas à LIESM e alguns educadores) que optou por desenvolver um projeto voltado única e exclusivamente para a educação no desenvolvimento dos desfiles de carnaval.




EDUCAÇÃO E AESM-Rio

              A AESM-Rio participou ativamente para o tombamento do Samba como patrimônio imaterial brasileiro reconhecido pelo IPHAN – MINC e entre os Grupos de Trabalho que mantém, o de EDUCAÇÃO presta-se a realizar importantes estudos no sentido de evidenciar aos jovens que estes desenvolvem um importante papel para a salvaguarda da tradição no cotidiano das Escolas de Samba como patrimônio imaterial brasileiro.

              Contribui ainda para a formação de plateia consciente de seu papel na sociedade, além de promover a capacitação técnica e artística dentro da economia do carnaval, contribuindo para a melhoria de qualidade de vida desse público-alvo.

              Outra importante contribuição é a tentativa de conscientização da necessidade de retorno do público-alvo, em especial os jovens, à escola formal.

              Por fim, presta-se esse Grupo a auxiliar e servir como base para a aplicação e o desenvolvimento da Lei 10.639/03, que estabelece a inclusão no currículo oficial da Rede de Ensino Público da História e Cultura Afro-Cultura e Cultura Afro-Brasileira.
  
Pimpolhos da Grande criou uma Escola de Carnaval

               Estima-se que as 17 Escolas de Samba Mirins levem cerca de 42.500 desfilantes 05 a 18 anos de idade em cada edição dos desfiles, que ocorrem na terça-feira de carnaval.Luiz Carlos Prestes Filho estima esse contigente de desfilantes em 25.000 pessoas.


[1] Ref.Bibliográfica
REZENDE, Arleson. AESM: Dez anos de conquistas. Disponível em:
<https://escolasdesambamirins.wordpress.com/about/>. Acesso em 5 de setembro de 2017.